sexta-feira, 27 de abril de 2012

Sem definição

Sem palavras ou frases feitas para descrever essa agonia aqui dentro. Nem Caio, nem Clarisse, Martha, Tati ou Chico Buarque conseguiram falar por mim dessa vez. 
Você entende o que isso significa? 

As coisas aqui dentro estão estranhas. Nem machucadas nem curadas. Estão simplesmente anestesiadas. Não estou sentindo nada. E não, isto não é bom. É horrível sentir um nó na garganta sem saber o porquê. 
Estou tão perdida, que não consegui encontrar um poeta para parafrasear, e não consigo nem ao menos me encontrar em minhas próprias palavras. 
Não consigo nem ao menos dar um início, meio e fim ao meus pensamentos...

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Pequena Esperança


Quando uma pessoa se agarra a algo para manter-se viva, é porque está morrendo. Ela se agarra ao pequeno galho cravado no penhasco, quando está caindo, tentando salvar sua própia vida. O galho pode se quebrar a qualquer momento. É perigoso. Muito perigoso. Mas ainda assim, nos agarramos. Porque perigoso ou não, é a última esperança. É o que nos dá algum tempo a mais, ou nos sustenta até alguém vir nos salvar. Se pode culpar alguém que se agarra a um galho? Se pode culpar alguém que está tentando ficar vivo? Mesmo que tenha desejado o contrário algumas vezes... Não tento justificar. É perigoso. Mas é o que mantém alguns vivos. Às vezes é só o que têm.

quinta-feira, 15 de março de 2012

Mais doçura


Das cartas que não mandei, e guardo-as todas bem guardadas, naquela velha caixa no fundo da gaveta. Das palavras que não disse, e que até hoje ecoam no fundo do meu ser, esperando um dia a liberdade. Dos sonhos que sonhei, e ainda não vivi. Dos que vivi e guardo bem guardado. De tudo que fui e do que não fui. De tudo que vivi, de todos que conheci. Tenho saudades, tenho apreço, tenho amor. Tenho tanta coisa guardada aqui em mim. Mas são tão poucos os que tem a coragem, vontade e paciência para conhecê-las, se surpreenderem. E continuo aqui, com tudo na mala, esperando pessoas doces que tenham a ousadia de me fazer sentir querida e especial nesse mundo cinza.

Sentimentos São Pássaros Em Voo


Mesmo sem razão ou motivo convincente, as lágrimas insistem em cair. Molham o papel, afogam as palavras e levam a tinta, junto com os últimos resquícios de dor que restavam. Escorrem pelo rosto, ao encontro dos dedos que as enxugam. Tāo quentes, que parecem querer dizer “você nāo está só doce garota”, mas na verdade, estava.
As lágrimas foram derramadas após o fato bobo ocorrido, mas bem sabia que não era esse o real motivo delas. Qual era afinal?
A verdade, é que não possuía resposta para tal pergunta. Então tratou de cessar as lágrimas.
O celular vibrou na estante. “Eu te amo, muito”. O sorriso tomou o lugar das lágrimas. Esse, havia motivo.
 
Agora, não era mais tão sozinha.

segunda-feira, 12 de março de 2012

Bem, fiquei muito feliz com os ultimos comentarios e elogios! Estava pensando em desativar o blog, mas agora estou até motivada a mantê-lo! Muito obrigada por acompanharem e me permitirem partilhar com vocês um pouco de mim.
Obrigada de verdade!

Ps: ando meio inconstante aqui, porque estou estudando muito, rs. Mas em breve postarei textos novos (:

sábado, 3 de março de 2012

Passado deixado para trás

- adaptado

E apesar de ser a minha vontade, não havia porque chorar. Não poderia chorar pela perda de algo que não tive, assim como eu não poderia sentir falta de algo que nunca esteve presente. Pois se olhássemos com maior cuidado, entenderíamos que o erro não estava em você ter esquecido e sim em mim em lembrar tanto. Não houve perdas, não houve mudanças. Se houve alguma mudança, foi apenas a constatação de que estávamos sós, ainda que demorássemos a perceber, sempre estivemos todos sós.

Mas somos melhores agora.
Não que não fossemos bons juntos, mas pare e pense comigo. Somos melhores agora.

É claro que eu sinto saudades, mas sinto falta de tantas outras coisas na vida que não consigo suprir. Porque por mais que nos vejamos algumas vezes e que você me conte em um dia o resumo de um ano, essa saudade não morre. A diferença é que hoje eu sei que sentir saudades é diferente de querer de volta. Eu sinto falta, mas não quero mais. Afinal, não somos mais os mesmo.

E sou grato por isso. Porque de fato eu nunca teria forças para me desprender, mas depois que você soltou minha mão, tive impulso pra sair correndo sozinho. É claro que eu queria crescer junto contigo e tirar do papel todos nossos sonhos, mas te perder me fez criar asas incríveis que eu só conseguiria criar estando longe de você. Você fez a parte mais difícil. Abandonar é sempre mais difícil que ser abandonado. Afinal, em mim nunca vai pairar o remorso do que poderíamos ter sido, você precisou de coragem e eu só precisei aceitar. Mesmo tendo doído tanto.

E logo eu que chorava com qualquer comercial de margarina, hoje não consigo sentir nem pena de mim. Antes de você minha dificuldade era com pontos finais, novos rumos, virar páginas, pois eu simplesmente não aceitava que minha vida se encaminhasse diferente do que planejávamos, mas depois que você se foi eu tenho que constantemente controlar minha vontade incomum de sempre ir embora.

Não apaguei memórias, não arrependi do passado, não criei rancor, não deixei feridas abertas, não esqueci.
Não é que hoje eu te ame menos, é que assim como você, hoje eu me amo mais.
Como eu disse no começo de tudo.Somos melhores agora.
Quero receber cartas, à mão ou virtual ;(